Tendência
 Descolado da crise
Setor de HPC passou ao largo da turbulência econômica mundial, cresceu mais do que o esperado e projeta cenário otimista para 2010 no país POR MARCELO DE VALÉCIO
Segundo analistas do setor, outros fatores também influenciaram o desempenho positivo do mercado de HPC. O primeiro deles tem a ver com itens antes vistos como produtos de luxo, como cremes, óleos e perfumaria, que passaram a ter preços mais competitivos. “Cosméticos antes tidos como produtos caros se tornaram mais acessíveis, sem, contudo, perder a qualidade”, analista Nuno Fouto, da USP.
“Além de incluir novos itens na cesta de compras, muitos consumidores passaram a consumir produtos de marcas melhores, qualificando sua compra”, acrescenta Roberto Nascimento de Oliveira, da ESPM. As consumidoras brasileiras não têm migrado para linhas baratas, completa João Carlos Basílio, o que demonstra que os itens de beleza e de higiene pessoal têm um peso importante na decisão de compra desse público. Além disso, o aumento da expectativa de vida da população faz com que as pessoas invistam mais em produtos que prolonguem o aspecto de juventude.
O setor em números
As mulheres mantêm a liderança no consumo de HPC, mas o mercado masculino, apesar de representar 6% do feminino, cresce num ritmo mais intenso. De acordo com levantamento do Euromonitor, o Brasil é o segundo maior mercado do planeta voltado para a beleza masculina, à frente do Japão e perdendo apenas para os EUA. Em 2008, o varejo masculino movimentou US$ 2,3 bilhões, representando salto de 27% na comparação com o ano anterior. Atualmente, a gama de produtos para homens vai muito além da colônia e do creme de barbear, incluindo cremes para disfarçar olheiras, protetor labial, sabonete facial e protetor solar com hidratante, além de uma série de produtos de prevenção à calvície.
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