Categoria
 Intimidade lucrativa
A pesar do uso contestado, a nova febre da indústria de higiene pessoal foi incorporada à rotina feminina e é sucesso de vendas Por Egle Leonardi
Segundo dados do diretor de personal care da Kimberly- Clark (fabricante da linha Intimus), Eduardo Aron, o mercado de sabonetes íntimos tem crescido cerca de 40% ao ano e ainda deve manter este alto patamar de evolução nos próximos anos. "Isso acontece porque este mercado ainda está em fase de amadurecimento.
Atualmente, os produtos de higiene íntima, como sabonete e lenços, têm sido cada vez mais incorporados à cesta de compras das mulheres e o lançamento constante de novos produtos atrai a curiosidade e gera a experimentação e o aumento de penetração no mercado", comenta ele. De acordo com o instituto de pesquisas IMS Health, em 2007 esse segmento faturou R$ 92 milhões.
Como se trata de uma categoria nova e que já vem fazendo parte da rotina das mulheres, a indústria está se preparando para atender cada vez melhor às necessidades e gostos específicos, como diferentes fragrâncias ou produtos direcionados ao público adolescente.
A marca Intimus lançou a versão teen e, para desenvolvê-la, apostou em pesquisa com adolescentes, que elegeram o aroma e a coloração de sua preferência. "O produto chegou às gôndolas com a cor escolhida pelas meninas - o tom levemente rosado e com suave perfume", destaca Aron, que aconselha: "O produto deve ficar na seção de perfumaria e higiene pessoal, e também próximo a itens femininos, de preferência em locais mais reservados.
O ideal é que a mulher veja nessa seção todos os produtos necessários para os seus cuidados". O diretor ressalta que a linha foi testada dermatológica e ginecologicamente, é hipoalergênica e desenvolvida para o pH da região íntima.
Oferece ingredientes hidratantes, como glicerina e aloe vera. Para proporcionar mais praticidade à consumidora, em abril, Intimus lançou o sabonete em embalagem de 100 ml, o que facilita o transporte em viagens e o uso na academia.
Expansão certa
A gerente de Vagisil, produzido pela Combe do Brasil, Cecilia Bellesa Lobo, defende que esse mercado tem volume aproximado de dez milhões de unidades por ano, com tendência à expansão. "Dentro dessa categoria, o canal farmacêutico representa cerca de 40% do mercado, o que indica sua grande relevância na comercialização desses itens", destaca. Ela complementa dizendo que, como esse grupo tem expressiva quantidade de marcas, a loja deve oferecer aquelas mercadorias que não podem faltar para a composição de toda a gôndola
"Atualmente, os produtos de higiene íntima, como sabonete e lenços, têm sido cada vez mais incorporados à cesta de compras das mulheres e o lançamento constante de novos produtos atrai a curiosidade e gera a experimentação e o aumento de penetração no mercado"
Eduardo Aron, diretor de personal care da Kimberly-Clark (fabricante da linha Intimus)
Além disso, o farmacista pode observar que a categoria é exclusivamente feminina e, por isso, não deverá ser colocada junto de produtos diários unissex, como xampus e condicionadores. O melhor local é com os absorventes e protetores diários, que compõem a família das categorias íntimas femininas.
"A linha Vagisil deverá ser colocada consecutivamente na gôndola, de maneira a indicar as variadas formas de cuidar da parte mais delicada da mulher, com exceção do Gel Lubrificante Vaginal, que deverá estar junto de outros lubrificantes", ensina Cecilia.
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