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Prevenção é palavra da ordem


Para sobreviver ao período de crise, é preciso cautela e antecipação nas tomadas de decisão.


Fábio Franci

João Franco de Godoy Filho
Presidente do Sindicato do Comércio
Atacadista de Drogas e Medicamentos no
Estado de São Paulo (Sincamesp)

A máxima popular que diz que "a prevenção é o melhor remédio" não se aplica apenas como um conselho médico. Sabemos que evitar doenças e prevenir problemas adotando uma rotina mais saudável é a melhor forma de manter a saúde física e mental. No entanto, algo semelhante acontece no mundo dos negócios, sobretudo no ramo farmacêutico. A recente crise econômica que se alastrou pelo mundo comprovou que um sistema falho e equivocado dominava o capitalismo e as relações no meio corporativo. A falta de regulação e a farra do consumo desenfreado levaram algumas economias à ruína - obrigando os símbolos do liberalismo econômico, como os Estados Unidos, a colocar em prática medidas socialistas, como a estatização de bancos e o socorro com dinheiro estatal a empresas à beira do abismo.

Assim como todas as crises de que se têm notícia na história econômica mundial, essa será definitivamente superada. O que não se sabe - por enquanto - é quando e como o obstáculo será vencido. Mas não é isso o que mais importa agora. É consenso que as crises deixam cicatrizes e ensinamentos. Afinal, partindo da premissa de que errar é humano e persistir no erro é burrice, o mundo pós-crise será diferente da realidade anterior. As empresas que erraram na dose de ousadia e colocaram em risco a própria sobrevivência terão agora que conviver com a cautela, comportamento que tinha sido abandonado durante a bonança econômica. A partir de agora, a palavra de ordem é prevenção.

O dinheiro público que foi "queimado" para salvar empresas privadas custou muito mais do que se tivesse sido usado para evitar o problema. No Brasil, o governo federal - ora por meio de incentivos fiscais, ora com empréstimos do BNDES - ocupou um espaço deixado de lado pelo sistema financeiro, que fechou as portas para as empresas temendo uma onda incontrolável de calote. Ou seja, por um instinto natural de sobrevivência no mundo empresarial, decidiram se prevenir.

É possível que 2009 entre para a história como o ano da crise global. Pode ser. Em todo caso, é hora de trabalhar para que 2010 fique registrado como o ano da recuperação e do aprendizado. Para nós, do setor farmacêutico, acostumados a uma gestão profissional e otimizada, essa recomendação talvez pareça óbvia. Mas não custa reforçá-la. Afinal, como dizem os doutores da medicina, a prevenção é - e sempre será - o melhor remédio.

 

 
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Edição 25 - Julho/Agosto 2010
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