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A crise e o mercado de HPC


O consumo crescente e a diversificação dos artigos oferecidos pelo setor têm influenciado de modo positivo o resultado final


Divulgação

Roberto Mateus Ordine
Vice-Presidente da Anabel

Até que ponto a crise mundial atingirá o mercado de HPC? Certamente, quem tiver a resposta para essa pergunta poderá se candidatar ao Nobel. Ninguém em sã consciência poderá dizer quanto a crise mundial será nociva para o setor, com números ou regras, porque a questão foge a qualquer parâmetro conhecido.

A crise iniciada no ano passado no setor imobiliário americano repercutiu imediatamente no setor financeiro e, como em um extenso jogo de dominó, acabou por se refletir em todos os demais setores da economia mundial, comprovando a globalização do mundo, queiramos ou não. Ninguém mais consegue viver isolado, a menos que estacione no tempo e no espaço.

No Brasil, por razões diversas, o reflexo da crise foi menor. Esperamos que continue assim. No que se refere ao setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, ainda estamos bem e esperamos continuar assim. Nos últimos tempos, o setor veio crescendo de forma contínua e sólida. Segundo pesquisas, essa tendência se manteve no último trimestre do ano passado e no primeiro trimestre de 2009.

Há várias razões para esse crescimento. Uma delas é que o brasileiro está dando mais atenção para a qualidade de vida e os cuidados com a aparência, e isso é válido tanto para as mulheres quanto para os homens. A distribuição de renda também tem permitido que as classes "D" e "E" entrem no campo do consumo.

Além desses fatores, certamente existem outros que influenciam o crescimento do setor. A verdade, no entanto, é que o consumo crescente e a diversificação dos artigos oferecidos pelo setor de HPC têm sido positivos para o resultado final. Oxalá isso continue assim por muito tempo!

A parte ruim da crise é que não sabemos ainda quando ela terminará. Qualquer informação aqui seria mera especulação, o que não é nada bom quando se trata de economia. Chega de futurólogos e adivinhos, o mundo moderno precisa mais de ciência e arte, não de "chutes".

Uma coisa é certa: nós, brasileiros, que já vivemos muitas crises nas últimas décadas, sabemos que elas passam trazendo uma nova perspectiva positiva. Somos obrigados a descobrir oportunidades nos momentos difíceis, para sobreviver. E poucos conhecem melhor isso que os brasileiros.

Portanto, devemos manter o otimismo, na certeza de que, depois da tempestade, a bonança chegará, assim como o sol continuará brilhando no céu do Brasil.

 
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Edição 22 - Janeiro/Fevereiro 2010
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