 Exposição diferenciada para os lançamentos
Realizar a demonstração e a experimentação de produtos, na época do verão, é importante para a divulgação deles ao público consumidor Redação HPC Essencial
Com a vinda do verão, farmácias, drogarias e perfumarias são bombardeadas com novidades. As lojas têm o desafio de organizar esse mix com a finalidade de facilitar a compra dos clientes, e os lançamentos precisam ser destacados. Isso significa fazer algo diferente do existente, como oferecer uma "degustação" de produtos, ação interessante de ser feita em uma exposição promocional. Porém, cabe ao lojista analisar a rotatividade dessas exposições, pois precisa valorizar o que cada item tem de melhor quanto à concorrência, economia, relação custo-benefício, praticidade de aplicação e ao armazenamento.
O professor Giorgio Arnaldo Enrico Chiesa, do Programa de Administração de Varejo (Provar), ligado à Fundação Instituto de Administração (FIA), diz que nessa época do ano é interessante fazer parceria com um laboratório para oferecer amostras grátis, induzindo e facilitando a compra de produtos. E um fator bastante importante mencionado por ele, para ajudar os clientes na hora da compra, é o layout interior da loja. As diretrizes de um projeto desse tipo devem considerar o desenho total da loja e as áreas de vendas, serviços e administração. A entrada do estabelecimento comercial é de forte influência para o público, que percebe critérios de mobilidade e de segurança. "Os corredores devem permitir uma circulação tranqüila aos clientes. Os produtos de compra comparada devem estar localizados fora do fluxo regular de trânsito do estabelecimento, pois um cliente pode precisar de mais tempo para reconhecer os produtos expostos e assim decidir sua compra", explica Chiesa.
A evolução do varejo nos últimos tempos está fundamentada no gerenciamento de categorias. "É como o processo entre varejista e fornecedor, que consiste em gerenciar categorias como unidades estratégicas de negócios para produzir resultados comerciais melhorados, através da concentração de esforços para entregar maior valor ao consumidor", diz.
Sob esse aspecto, segundo Chiesa, autores recomendam que sejam observados os seguintes pontos:
· Amplitude: refere-se ao número de categorias, subcategorias e segmentos de produtos que a loja comercializa.
· Profundidade: diz respeito ao número de marcas e itens de certa categoria.
· Preço e Qualidade: estão diretamente relacionados aos segmentos de consumidores para os quais o negócio está direcionado. A opção pela qualidade implicará trabalhar com produtos com grandes diferenças nos preços.
· Marcas Próprias e Políticas de Marcas: consiste em desenvolver produtos para serem vendidos com exclusividade.
· Importância ou Papel da Categoria: decorre do posicionamento estratégico do varejista.
Dependendo desse posicionamento, as categorias podem assumir as seguintes classificações:
· Categoria de destino: quando a capacidade de atrair clientes e definir a imagem do varejista é muito alta.
· Categoria de rotina: quando a capacidade de atrair clientes e definir a imagem do varejista é alta.
· Categoria ocasional: quando a capacidade de atrair clientes e definir a imagem do varejista é média.
· Categoria de conveniência: quando a capacidade de atrair clientes e definir a imagem do varejista é baixa.
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