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Para o bem do planeta


Indústria aposta no apelo ambiental para garantir a sustentabilidade de sua marca em um mercado cada vez mais competitivo


Por Claudia Manzzano

Foto Shuttterstock

O tema é atual. O mundo começa a olhar o planeta de forma mais cuidadosa e preocupada. Enquanto o debate sobre a sustentabilidade dos recursos naturais se torna recorrente, o consumidor fica mais informado e atento ao papel das empresas neste cenário. Além disso, a tecnologia e o interesse tornaram possível o conhecimento dos benefícios de matérias-primas até então desconhecidas para a sociedade. As vantagens desse posicionamento são muitas, e os cosméticos têm ganhado sua parcela de benefícios com esse movimento. Algumas indústrias se dedicam apenas a apresentar produtos com a proposta de serem compostos de ativos especiais, outras levam essa filosofia para o cerne de seu negócio. De uma forma ou de outra, o cliente recebe muita informação em apenas um frasco de creme.

A Floresta Amazônica é o maior atrativo para essas indústrias, mas outras idéias surgem de forma inovadora. As pessoas envolvidas com esses produtos acreditam que isso não é apenas uma jogada de marketing; a necessidade de valorizar as riquezas da natureza é uma forma de trabalho que garante a permanência do negócio. “Apesar da Amazônia ser a região de maior biodiversidade do globo, apenas uma fração dessa biodiversidade já foi descoberta pelos cientistas e descrita com um nome científico. Isso quer dizer que, na vastidão da floresta, está uma fonte biológica inestimável, com potencial enorme de aplicação para a utilização em diversas áreas. A consciência de sustentabilidade é crescente e, por isso, qualquer produto que não seja concebido de maneira sustentável corre o risco de não ser viável no longo prazo. Há a estimativa de que cosméticos sustentáveis estarão em alta nos próximos 15 anos, pelo menos, não só no Brasil como no mundo, inclusive parte de nossa produção é destinada a exportação”, argumenta a diretora da Sina Cosméticos, Amália Sina.

A Colgate-Palmolive também foi buscar na Amazônia ingredientes especiais e diferenciados para cuidar da pele. O resultado é Palmolive Amazônia, uma inovadora linha de sabonetes com extratos de origem 100% natural da flora brasileira, que ajudam a hidratar e a realçar a beleza original da pele.

“A linha Palmolive Amazônia é um grande diferencial no portfólio da Colgate-Palmolive, constantemente preocupada em evoluir e trazer novidades para melhor atender às necessidades dos consumidores. Além de sua alta qualidade, Palmolive Amazônia inova ao oferecer uma cobinação muito valorizada pelos consumidores de sabonetes: hidratação e ingredientes naturais da Amazônia a um preço acessível”, destaca a gerente de marca – Marketing Personal Care, da Colgate-Palmolive, Margit Ikeda.

A diversidade da natureza traz para o mercado bens que alcançam a amplitude da realidade atual. As marcas que tem o conceito ambiental enraizado não se destinam a um consumidor específico. De diversos preços, embalagens e tamanhos, esses produtos podem ser usados por crianças – com personagens exclusivos criados para elas –, mulheres de classe A a C e, futuramente, homens, com linhas masculinas que estão por vir. Para o diretor executivo da Raimar Unimar, Paulo Nakasone, o principal motivo pelo qual se acredita que a tendência veio para ficar é porque os ativos são eficazes e as empresas estão se preparando para mostrar isso melhor.

Para algumas indústrias, a preocupação ambiental começa na filosofia até chegar aos produtos, o que garante que todo processo seja voltado para a preocupação ambiental. Este é o caso da Farmaervas, Orgânica, Charm Line ou Sina Cosméticos. Há 67 anos, a Farmaervas foi buscar na Amazônia os ingredientes para seus artigos e sempre teve como foco o uso dos ativos da floresta. Com o passar do tempo, a preocupação foi aumentando e a responsabilidade ambiental se tornou uma ferramenta de marketing. Não usar animais para teste de produtos, por exemplo, sempre foi uma política na empresa, mas apenas há seis meses a indústria passou a explorar esse fato como um agregador de valores. “Isso acontece pela maior atenção das pessoas com essas questões”, explica a gerente de Tracta Corpo, Flavia Rocha.

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Edição 25 - Julho/Agosto 2010
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